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GERD: Etiópia reafirma soberania sobre o Nilo Azul face às 'campanhas' egípcias

A Grande Barragem do Renascimento Etíope (GERD), construída sobre o Abay (Nilo Azul), alimenta desde o início das obras em 2011 um litígio tripartido entre Adis Abeba, Cairo e Cartum sobre a partilha das águas do Nilo. O tema volta regularmente à cena diplomática regional, já que o Egito considera a obra uma ameaça existencial ao seu abastecimento de água. Segundo Eustaz Jamal Bashir, citado pela agência de notícias etíope ENA, 'as campanhas do Egito contra o GERD não podem alterar o direito soberano da Etiópia de utilizar os seus recursos naturais, em particular o rio Abay'. O despacho-fonte, muito sucinto, não especifica a função exata de Bashir nem o contexto preciso da sua declaração. O que está em jogo vai além da diplomacia: para a Etiópia, o GERD representa um projeto estruturante de produção hidrelétrica e soberania energética; para o Egito, envolve a segurança hídrica de milhões de habitantes dependentes do Nilo. No plano analítico, esta declaração insere-se numa retórica etíope constante há quinze anos, afirmando um direito ao desenvolvimento face a uma ordem hídrica historicamente favorável ao Cairo. Sem elementos factuais adicionais na fonte, o real alcance desta declaração - simples comunicação interna ou sinal diplomático dirigido ao Egito - permanece uma questão em aberto.

Rédaction Sankofa Finance·

Source : AllAfrica (ENA)

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