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Aso-Oke: A Ascensão Global de um Tecido Nigeriano Ameaça Suas Artesãs?

O Aso-Oke, tecido emblemático do povo iorubá no sudoeste da Nigéria, ganha crescente reconhecimento internacional, aparecendo em passarelas e coleções de luxo. Esse sucesso se insere na onda mais ampla de valorização da moda africana no cenário mundial, das semanas de moda de Lagos às casas de alta-costura internacionais em busca de autenticidade têxtil. Segundo a Bird Story Agency, que documentou o fenômeno, o entusiasmo pelo Aso-Oke esconde uma realidade mais frágil: as artesãs, historicamente mulheres, que construíram esse comércio têxtil secular, enfrentam custos crescentes, dependência cada vez maior de materiais importados e o desaparecimento gradual dos saberes tradicionais de tecelagem. Essa situação ameaça a transmissão intergeracional de um ofício com séculos de história. O desafio para as tecelãs nigerianas é captar o valor gerado pela demanda internacional sem perder o controle da produção, garantindo ao mesmo tempo a continuidade da tradição. Esse paradoxo ilustra uma tensão clássica do artesanato africano globalizado: a visibilidade nas passarelas de luxo nem sempre se traduz em redistribuição equitativa de valor para as artesãs locais, especialmente quando fios e tinturas vêm do exterior. Fica em aberto a questão: cadeias locais de matérias-primas e programas de formação poderão surgir para garantir o futuro dessa indústria?

Rédaction Sankofa Finance·

Source : AllAfrica (Bird Story Agency)

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