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Moçambique: Reservas Obrigatórias dos Bancos Comerciais Sobem para 308,9 Mil Milhões de Meticais

Em Moçambique, o banco central (Banco de Moçambique) exige que os bancos comerciais mantenham reservas obrigatórias, um instrumento clássico de política monetária destinado a conter a inflação e estabilizar o metical, num país ainda marcado pela crise das dívidas ocultas de 2016 e cada vez mais dependente das receitas do gás natural de Cabo Delgado. Segundo dados divulgados pela agência AIM e retomados pela AllAfrica, as reservas obrigatórias detidas pelos bancos comerciais moçambicanos atingiram 308,9 mil milhões de meticais em maio, o equivalente a cerca de 4,8 mil milhões de dólares americanos à taxa de câmbio atual, correspondendo a um coeficiente próximo de 31%. Um nível tão elevado, dos mais altos da região, significa que os bancos imobilizam uma parcela muito significativa dos depósitos captados, reduzindo assim a liquidez disponível para financiar empresas e famílias moçambicanas. Para poupadores e mutuários, isso pode traduzir-se em crédito mais escasso ou mais caro. Esta política restritiva reflete um compromisso clássico: privilegiar a estabilidade monetária e o controlo da inflação em detrimento do financiamento da economia real. Como o despacho-fonte não fornece dados comparativos dos meses anteriores, fica em aberto a questão de saber se este nível marca um recente aperto monetário ou uma simples estabilidade ao longo do tempo.

Rédaction Sankofa Finance·

Source : AllAfrica (AIM)

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