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Senegal: o colapso dos investimentos diretos estrangeiros preocupa

Desde 2020, o Senegal vivia uma trajetória ascendente dos investimentos diretos estrangeiros (IDE), impulsionada sobretudo pelos grandes projetos petrolífero de Sangomar e de gás Grand Tortue Ahmeyim (GTA), antes de uma mudança política importante em março de 2024, com a eleição de Bassirou Diomaye Faye. É neste contexto que o professor Amath Ndiaye (FASEG-UCAD) alerta para os últimos dados do World Investment Report 2026 da UNCTAD. Segundo esses dados, as entradas de IDE passaram de 1,846 mil milhões de dólares em 2020 para um pico de 4,790 mil milhões em 2023, antes de recuar para 3,319 mil milhões em 2024, e depois desabar para apenas 337 milhões de dólares em 2025 — uma queda de mais de 90% num único ano. Esta contração preocupa por surgir após as revelações sobre a dívida oculta do antigo regime e as tensões com os credores internacionais, que pesaram sobre a confiança dos investidores. Para o Estado, isso significa menos divisas e financiamento externo para infraestruturas; para as empresas locais, um abrandamento das parcerias. Do ponto de vista analítico, duas leituras se combinam: por um lado, o fim lógico da fase de investimento dos megaprojetos de petróleo e gás, agora em produção, reduzindo mecanicamente as necessidades de capital; por outro, um fator de governação e perceção do risco-país, num contexto mundial de taxas de juro elevadas e maior cautela dos investidores face aos mercados emergentes. O peso relativo de cada fator continua a ser uma questão em abe

Rédaction Sankofa Finance·

Source : Financial Afrik

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