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Nigéria: Queima de Gás, Vidas Envenenadas, Falhas Regulatórias nos Campos Petrolíferos

Há décadas, o Delta do Níger, coração petrolífero da Nigéria, queima o gás associado à extração de petróleo ('gas flaring'), prática que o país se comprometeu a eliminar sem sucesso. Essa queima libera metano, gás de efeito estufa potente mas praticamente invisível, num país que continua entre os maiores emissores de metano ligados a hidrocarbonetos no mundo. Segundo uma investigação do jornal Premium Times, divulgada pela AllAfrica em 30 de julho de 2026, as comunidades que vivem perto das instalações petrolíferas enfrentam consequências concretas: em Akwa Ibom, moradores relatam o desaparecimento de peixes; em Bayelsa, a água da chuva coletada para consumo estaria poluída. A investigação aponta 'falhas regulatórias', embora o despacho-fonte não forneça nomes precisos, citações atribuídas ou dados numéricos detalhados. Para as populações do Delta, essa poluição ameaça a pesca e o acesso à água potável, pilares da subsistência local. Para o Estado, o caso questiona a capacidade dos reguladores de fazer cumprir leis antiqueima vigentes há décadas. Analiticamente, o fator interno determinante continua sendo a governança: fiscalização desigual, recursos limitados, dependência orçamentária das receitas petrolíferas. Externamente, a pressão climática internacional (Global Methane Pledge) empurra as majors a reduzir emissões, mas o desinvestimento onshore para operadores locais menos fiscalizados complica o monitoramento ambiental — uma dinâmica a acompanhar.

Rédaction Sankofa Finance·

Source : AllAfrica (Premium Times)

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