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Zimbabué passa na primeira avaliação do programa do FMI, mas riscos persistem

O Zimbabué foi durante muito tempo marcado por episódios de hiperinflação, nomeadamente em 2008 e depois entre 2019 e 2020, que corroeram a confiança na sua moeda e fragilizaram as relações com as instituições financeiras internacionais. A introdução do ZiG em 2024 visava estabilizar a situação monetária, num contexto de dívida externa ainda em dificuldade e de atrasados junto de vários credores. Segundo o despacho da AllAfrica, o Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu a primeira revisão de um Programa Monitorizado pelos Serviços (Staff-Monitored Programme, SMP) de dez meses acordado com Harare. A instituição projeta a continuação de uma inflação de um dígito, alertando ao mesmo tempo que os riscos económicos permanecem. A fonte não especifica os nomes dos responsáveis do FMI citados, os valores exatos da inflação, nem a data de início do programa. Para Harare, esta validação constitui um sinal de credibilidade potencialmente útil para negociar com os credores e atrair investidores, sem contudo implicar um desembolso financeiro direto, uma vez que um SMP não é um programa financiado. Do ponto de vista analítico, o desafio reside na capacidade do governo de transformar este aval técnico em reformas estruturais duradouras (disciplina orçamental, gestão da taxa de câmbio, regularização de atrasados), num momento em que o contexto regional e a volatilidade das matérias-primas continuam a pesar sobre as economias da África Austral.

Rédaction Sankofa Finance·

Source : AllAfrica

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