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Etiópia segue o exemplo da China com parques industriais focados no têxtil

Desde meados da década de 2010, a Etiópia fez dos parques industriais a ponta de lança de sua industrialização, inspirando-se no modelo chinês de zonas económicas especiais voltadas para exportação. O objetivo: transformar uma economia agrária numa oficina têxtil regional, geradora de empregos e divisas. Segundo a African Business (29 de julho de 2026), 85% da produção dos parques industriais etíopes é têxtil e de vestuário. O Parque Industrial de Hawassa, construído por 250 milhões de dólares, é citado como o principal exemplo desta produção manufatureira. A fonte, breve, não especifica empregos criados, volumes exportados nem declarações oficiais. Esta concentração setorial reflete uma escolha deliberada: o têxtil, de forte intensidade de mão de obra, é a porta de entrada clássica para a industrialização, caminho seguido pela própria China antes de subir na cadeia de valor. Para a Etiópia, com cerca de 120 milhões de habitantes e mão de obra barata, esta aposta visa empregos e divisas. Mas depender de um único setor para 85% da produção expõe o país aos ciclos da procura mundial de vestuário e à concorrência do Bangladesh ou do Vietname. Fica uma questão em aberto: o modelo chinês funcionou porque o têxtil foi apenas uma etapa antes da eletrónica. A Etiópia seguirá essa trajetória, ou ficará confinada à subcontratação de baixo valor acrescentado? O financiamento destes parques, frequentemente apoiado noutros países africanos por empréstimos chineses, também levanta quest

Rédaction Sankofa Finance·

Source : African Business

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