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Senegal: o colapso vertiginoso dos investimentos estrangeiros em 2025 preocupa

Desde 2020, o Senegal figurava entre os principais destinos de investimento direto estrangeiro (IDE) na África Ocidental, impulsionado pelos grandes projetos petrolífero de Sangomar e de gás Grand Tortue Ahmeyim (GTA), que entraram em produção em 2024. Essa dinâmica foi bruscamente interrompida em 2025, num contexto de transição política em curso desde a eleição do presidente Bassirou Diomaye Faye em março de 2024. Segundo o Prof. Amath Ndiaye (FASEG-UCAD), que cita os dados do World Investment Report 2026 da UNCTAD, os IDE evoluíram assim: 1,846 bilhão de dólares em 2020, 2,588 bilhões em 2021, 2,929 bilhões em 2022, um pico de 4,790 bilhões em 2023, depois 3,319 bilhões em 2024, antes de cair para apenas 337 milhões em 2025 - uma queda de mais de 89% em um ano, qualificada como uma "reviravolta espetacular" que "preocupa". Essa queda priva a economia de uma fonte crucial de financiamento externo, num momento em que o país já enfrenta uma dívida pública revisada para cima desde 2024 e acesso mais restrito aos mercados. Duas hipóteses, na ausência de mais detalhes: um efeito mecânico de fim de ciclo dos grandes projetos energéticos, menos intensivos em capital na fase de exploração; ou maior cautela dos investidores ligada ao clima político e orçamentário desde 2024. Somente uma análise setorial permitiria esclarecer.

Rédaction Sankofa Finance·

Source : Financial Afrik

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